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    14 Out

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Apresentação

 

Uma das últimas grandes criações inspiradas pela Cidade, orgulhosa extensão do Homem, foi essa possibilidade de viajarmos dentro de nós, à medida que a percorremos, deixando-nos invadir, sitiar por inesperados pedaços de um inquieto caleidoscópio onde habitam realidade, aspiração e sonho.

Na cidade promontório e labirinto partimos à conquista do tempo de Verão! A rua será certamente o sítio onde nos encontramos, cruzamos e seguimos mas é indubitavelmente aí onde nos podemos perder pela surpresa, pela curiosidade, pela errância. Por isso a elegemos como território desta programação entre Agosto e Setembro. Uma das últimas grandes criações inspiradas pela Cidade, orgulhosa extensão do Homem, foi essa possibilidade de viajarmos dentro de nós, à medida que a percorremos, deixando-nos invadir, sitiar por inesperados pedaços de um inquieto caleidoscópio onde habitam realidade, aspiração e sonho. Se assim o fizermos a nossa procura não conhecerá limites. Por isso a andorinha surge, este ano, como metáfora dessa imensidão; ser livre e gregário, no seu corpo-cubista múltiplas facetas transportam a diversidade de experiências e sensações deste Lisboa na Rua 2012 que deseja transformar – todos quantos não receiem essa ilimitada busca – em viajantes da Cidade, caçadores de sensações, reféns da sua própria imaginação. Programamos, pois, trinta dias de muitos espaços: praças, miradouros, coretos, jardins onde despojados da inquietude de um ano que findou, nos deixaremos transportar a outras paragens e a outros tempos; como fio condutor de anteriores edições, Clássicos na Rua, um renovado programa para formações de Câmara; A Arte da Big Band e Meo Out Jazz, celebrando um público de fiéis cada vez mais numeroso; Fitas na Rua, festejando, nesta edição, o cinema português; Projecto Vicente ou a exploração de novas abordagens visuais da cidade e da sua simbologia. Associámos-lhe, todavia, novas apostas: a vídeo arte resultando de uma parceria com o Festival Fuso; Bal Moderne, a dança como obra colectiva integrada na Bienal Artista na Cidade; por fim uma homenagem ao compositor Luiz Gonzaga em torno da sanfona, instrumento central da música popular brasileira. Eis as pontes que vos estenderemos em direcção ao infinito, atravessá-las é rumar a este Verão com os olhos postos no fio do horizonte.

Conselho de Administração da EGEAC